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MAR
04
04 MAR 2021
DIREITOS HUMANOS
8 de março - pelo que lutamos?
Muitas pessoas consideram o 8 de Março apenas uma data de homenagens às mulheres, mas, diferentemente de outros dias comemorativas, ela não foi criada pelo comércio - e tem raízes históricas mais profundas e sérias.

POR QUE 8 DE MARÇO?

Oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, o chamado Dia Internacional da Mulher é comemorado desde o início do século 20.

Hoje, a data é cada vez mais lembrada como um dia para reivindicar igualdade de gênero e com protestos ao redor do mundo - aproximando-a de sua origem na luta de mulheres que trabalhavam em fábricas nos Estados Unidos e em alguns países da Europa.

Elas começaram uma campanha dentro do movimento socialista para exigir seus direitos - as condições de trabalho delas eram ainda piores que as dos homens à época.

A origem da data escolhida para celebrar as mulheres tem algumas explicações históricas. No Brasil, é muito comum relacioná-la ao incêndio ocorrido em Nova York no dia 25 de março de 1911 na Triangle Shirtwaist Company, quando 146 trabalhadores morreram, sendo 125 mulheres e 21 homens (naa maioria, judeus), que trouxe à tona as más condições enfrentadas por mulheres na Revolução Industrial.

PELO QUE LUTAR?

Resultado de um caminho de luta por igualdade, o Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 deste mês, tem como principal objetivo relembrar as batalhas enfrentadas pelas mulheres durante toda história e dar foco às demandas por direitos negados e que ainda persistem nos dias atuais.

Desde o século XX a data é utilizada para dar visibilidade aos direitos objetivos e subjetivos reivindicados para mulheres, porém suprimidos ou ignorados pela sociedade patriarcal. As principais reivindicações das mulheres, segundo a ONU Brasil, estão ligadas a temas como empoderamento econômico, empoderamento político e representatividade, educação inclusiva e equitativa, saúde integral e inclusiva, e enfrentamento a todas as formas de violência.

DEMANDAS ATUAIS

É possível constatar importantes avanços na garantia dos direitos das mulheres. Entretanto, ainda são insuficientes quando se fala em equidade e igualdade de oportunidades. Um exemplo disso é a desigualdade de remuneração entre homens e mulheres. Conforme a ONU, no Brasil, observa-se ainda a permanência da segmentação ocupacional por sexo, com as mulheres alocadas, sobretudo na prestação de serviços, e a discriminação das mulheres no acesso a cargos de chefia. Além disso, as tarefas domésticas e o cuidado de pessoas dependentes, realizados de forma não remunerada, recaem sobre as mulheres.

A baixa representatividade feminina na política também é um exemplo de desigualdade entre gênero. De acordo com os Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 2017, apenas 10,5% dos assentos da câmara dos deputados eram ocupados por mulheres, influenciando diretamente na tomada de decisões do país.

O enfrentamento à violência contra as mulheres continua sendo um dos maiores desafios do Brasil para a promoção da igualdade de gênero. Pesquisas sobre percepção e experiência de violência apontam que 40% das mulheres brasileiras afirmam já ter sofrido violência por parte de um homem, e 29% relatam sofrer ou ter sofrido violência doméstica. Essas pesquisas têm constatado que apenas uma pequena parcela dessas mulheres, 11% procurou a delegacia após ter sofrido uma violência. Em relação à busca de proteção do Estado, no Tocantins, em 2019, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SPP) realizou mais de 2 mil atendimentos de vítimas de violência doméstica.

A LUTA PELO DIREITO DA MULHER DEVE SER UNIVERSAL

O feminismo e a luta contra a desigualdade de gênero já inspiraram incontáveis movimentos ao longo da história, desde o sufragismo no final do século 19 até o famoso movimento punk riot grrrl na década de 1990. Apesar de todas as suas formas, extensões e influências culturais diferentes, nunca antes um movimento feminista buscou atingir especificamente o público que é o centro de toda a problemática da luta pelos direitos das mulheres: os homens.

Criado pela ONU Mulheres em 2014, o movimento HeForShe é uma campanha de solidariedade que defende os direitos das mulheres e que encoraja a participação e a iniciativa masculina em fazer parte da luta contra a desigualdade de gênero.

Podendo ser livremente traduzido como “Ele por ela”, O movimento tem como objetivo engajar homens e meninos para novas relações de gênero sem atitudes e comportamentos machistas. Para a ONU Mulheres, a voz dos homens é poderosa para difundir para o mundo inteiro que a igualdade para todas as mulheres e meninas é uma causa de toda a humanidade.

Nesse sentido, ElesPorElas quer ampliar o diálogo sobre os direitos das mulheres e acelerar os progressos para alcançar a igualdade de gênero. Isto será obtido através de uma reformulação da igualdade de gênero, fazendo que esta deixe de ser uma questão das mulheres para se tornar uma questão que exige a participação de homens e mulheres, beneficiando toda a sociedade nos âmbitos social, político e econômico.

 

 

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